Mostrando postagens com marcador Dicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dicas. Mostrar todas as postagens

Pergunte ao Luthier #6 - Tarraxas e o encordoamento correto.

Postado por GuitarZin Luthier | Marcadores: ,

0

Quem não gosta de ter o instrumento sempre afinado e pronto para tocar não é mesmo?

Uma das coisas que recebemos bastante aqui na luthieria são instrumentos com má enrolamento do encordoamento nas tarraxas. E a pergunta que alguns sempre nos fazem: "Existe maneira correta de enrolar as cordas na tarraxa?" e também "O que isso influencia no instrumento? e a afinação como fica?"
Tantas perguntas relacionadas as tarraxas e como encordoa-las corretamente.

Exemplo de Enrolamento incorreto.
Exemplo errado de enrolamento do encordoamento.

Para início de conversa, a tarraxa além de ser um dos responsáveis para manter a boa afinação do instrumento, se má enrolado o encordoamento nela perde a performance em manter o instrumento afinado e até mesmo pode vir a sofrer avarias graves. 

Geralmente para explicarmos melhor o processo de encordoamento iremos usar dois modelos mais conhecidos de guitarra: Stratocaster (Poderia ser Telecaster tb) e Les Paul (Abrangendo a SG e pontes fixas).

No caso das guitarras tipo Stratocaster onde possuímos geralmente um rebaixador de cordas preso no headstock temos que ter cuidado com a pressão das cordas perante a pestana (também chamado de nut) do instrumento.

A formula de voltas ao redor do pivô da tarraxa em uma guitarra tipo Stratocaster é simples:

  • Começamos da 6ª Corda (Mizona): 03 voltas, pois essa corda irá ficar muito próxima a pestana e a pressão entre bends ou até mesmo alavancadas causa maior movimentação do encordoamento então ele precisa estar bem ancorado na tarraxa;
  • 5ª Corda (Lá): 03 voltas também;
  • 4ª Corda (Ré): Aqui a distância do encordoamento perante a pestana começa aumentar então precisaremos ancorar a corda com mais voltas, recomendamos 04 voltas. Se no modelo de guitarra houver rebaixador poderá ser mantido 03 voltas também, pois o rebaixador já reforça a pressão da corda na pestana;
  • 3ª Corda (Sol): A corda sol por si só é uma das que mais desafina e em alguns modelos de strato não possui rebaixador, sem o rebaixador é necessário dar maior ancoramento para que não desafine com os bends, recomendamos de 04 a 05 voltas dependendo do calibre do encordoamento. Se houver rebaixador poderá ser somente 04 voltas.
  • 2ª e 1ª Cordas (Sí e Mizinha): A maioria dos modelos Strato do mercado tem o rebaixador para aumentar a pressão destas duas cordas. Então o recomendado seriam de 03 a 05 voltas, conforme o calibre utilizado.

Guitarras modelo Les Paul/SG geralmente com tarraxas 3+3 recomendamos:
  • 6ª, 5ª e 4ª Cordas (Mizona, Lá e Ré): 03 voltas será o suficiente para um bom ancoramento.
  • 3ª, 2ª e 1ª Cordas (Sol, Si, Mizinha): 04 voltas já ajudará a manter a afinação.

Série: Pergunte ao Luthier - #5 - Limpeza: Preciso limpar completamente ou parcialmente? qual o tempo médio entre as limpeza?

Postado por GuitarZin Luthier | Marcadores: ,

0

Essa foi uma das dúvidas que o pessoal teve referente ao período entre a limpeza do instrumento e como mantê-lo limpo nos intervalos de tempo até ser feita uma limpeza completa.

Parece uma pergunta tola mas a limpeza completa do instrumento recomendamos fazê-la a cada troca de encordoamento. Primeiro por questões econômicas e em segundo porque o instrumento está regulado naquele calibre de encordoamento. Então dependendo da condição climática, poderá vir a sofrer alguma alteração na regulagem de altura das cordas por exemplo. Para evitar essa possível dor de cabeça, o ideal seria fazer esse tipo de procedimento quando realmente irá colocar encordoamento novo para fazer tudo de uma vez.

 
Para tirar aquele pó que acumula em cima do instrumento, com uma simples passada de flanela de microfibra resolve, se não tiver esse tipo de material poderá usar algodão. A ideia de usar a flanela de microfibra é pelo poder de absorção de partículas e também porque esse tipo de material não risca o instrumento. O mesmo acontece com o algodão que não deixará resíduos como no caso da Estopa, que é comumente utilizada por alguns para esse tipo de procedimento.

Agora se a sujeira está impregnada em cima do instrumento, típica pelo aglomerado de suor, marcas de dedos e resíduos de sujeira, o recomendado é limpar o instrumento com ajuda de um pouco de álcool. Recomendamos o álcool 70° pois não agride o acabamento. Bastante eficaz para passar nos carrinhos, tarraxas e ferragens da guitarra justamente para que recobrem o brilho.

O tempo para fazer esse tipo de limpeza seria entre uma vez por semana ou de quinze em quinze dias. Isso dependerá de como o instrumento fica armazenado e o tempo médio de uso.

Para limpeza completa recomendamos que seja efetuada de três ou seis meses. Tempo médio para substituição do encordoamento de guitarras e violões (exceto encordoamentos de longa vida como elixir e encapados). Os baixos sofrem menor desgaste do encordoamento mas também devem manter limpeza efetiva no mesmo tempo que guitarras e violões.

👉 Importante lembrar que após tocar o instrumento é passar uma flanela limpa no corpo do instrumento e no encordoamento a fim de que não acumule suor.

 

Série: Guia Completo #0 - Tipos de Cordas (Parte 1)

Postado por GuitarZin Luthier | Marcadores: , ,

0

Uma das maiores maravilhas proporcionadas pela tecnologia é a diversidade de produtos que encontramos atualmente para dar aquele UP no timbre do instrumento.

Iniciando o novo tópico do blog, Guia Completo, onde iremos abordar especificações dos produtos e tentar passar informações úteis para ajudar a escolher ou até mesmo entender o funcionamento para tirar o melhor que ele pode lhe proporcionar. Hoje meus amigos iremos falar sobre os tipos de cordas que podemos encontrar. Cada qual para um tipo de gosto de estilo musical e/ou tipo de timbre específico que proporciona.

Antes de mais nada, precisamos entender as principais características que definem a corda. Essas características são responsáveis pelo timbre, brilho, peso, ataque, sustentação (sustain) e etc.

Vejamos as principais:

  • Calibre;
  • Metais;
  • Núcleo;
  • Método de enrolamento;
  • Revestimento.

Calibre (Tipo de Tensão):

O Calibre definirá a espessura do encordoamento e com isso a pegada que ele proporciona. Por exemplo um encordoamento considerado super light (alguns encordoamentos tem a denominação de extra light), tem o toque super leve como o nome mesmo diz, pouquíssima sustentação (sustain) e geralmente ataque um pouco mais acentuado que um encordoamento do tipo light ou mais pesado.

Dentro do contexto de calibre vemos geralmente a numeração e pouquíssimas vezes por extenso a característica do calibre.

Exemplos:

Super Light: Super Leve e sua numeração é 009: Começando da 1ª corda até a 6ª: .009, .011, .016, .024, .032, .042. Este exemplo é o calibre padrão, existem encordoamentos específicos do tipo híbrido onde podem vir com bordões (cordas grossas) e primas (cordas finas) com diferenças.

Cordas padrão 009








Light: Encordoamento com toque ainda leve porém com maior sustentação, devido a espessura ser um pouco mais acentuada que nas Super Lights aqui temos bordões mais presentes e agudos um pouco menos acentuados, sua numeração passa a ser 010. Aqui encontramos as medidas no padrão partindo da 1ª até a 6ª corda: .010, .017, .026, .036, .046.

Cordas padrão 010  







Média: Sua numeração passa a ser 011. A partir desse tipo de tensão a sustentação se torna mais emblemática a sonoridade torna-se mais encorpada, os agudos tornam-se aveludados devido a espessura ser maior proporcionando menos ataque e mais tempo de vibração do encordoamento. Os bordões deste tipo de encordoamento proporcionam peso, utilizados inclusive para quem deseja usar afinação 1 tom abaixo (Afinação em D) da padrão. Começando da 1ª até a 6ª temos: .011, .014, .018, .028, .038, .048.

Cordas padrão 011

 







Depois dos encordoamentos tipo Médio, temos os tipos Pesado e Híbrido. Estes e as outras características estarão disponíveis em um próximo post.

Série: Pergunte ao Luthier #4 - Limpar Cordas, é possível?

Postado por GuitarZin Luthier | Marcadores: , , ,

0

Quem dera se as cordas nunca enferrujassem ou nunca perdessem suas propriedades sonoras, como seria perfeito 😓.Infelizmente nada é eterno, exceto a nossa vontade de aprender e a persistência em manter o instrumento em dia né?

Bom pessoal, conforme comentei em um post anterior referente a troca de cordas, preparei esse material com muito carinho para dar aquele UP nas suas cordas.
A intenção aqui é manter as cordas por mais tempo, ou seja, prolongar mais a sua vida útil. Como abordado no post da troca de cordas, as cordas sofrem desgaste pelo oxigênio (ar que respiramos), suor, gordura dos dedos e ácido úrico. Para que possamos prolongar esse encordoamento para que a duração se estenda mais, irei dar algumas dicas de produtos e até reforçar o que falei anteriormente.

Pois bem, a ideia central desse post é mostrar as possibilidades eficazes de prolongar a vida útil do encordoamento, mas isso não signifique que o mesmo não precise ser substituído com devida frequência para melhor desempenho de seu instrumento e seu som.

Pensando em todos os públicos irei mostrar as formas mais simples de procedimento até procedimentos com produtos específicos para esse fim. Afim de tornar acessível a informação a todas as pessoas.

Vamos primeiramente listar os materiais necessários:
  • Flanela para passar de produto;
  • Flanela para retirar o excesso do produto;
  • Produto para limpar, conservar e/ou condicionar o encordoamento;


Produtos:

Fluido de Isqueiro: Este material já utilizei no passado e se mostrou bastante eficaz.
O Procedimento para utilizar esse produto é simples:
  • Passa-se o produto em uma flanela e espalha-se sobre as cordas.
  • Em seguida, passa-se outra flanela limpa para retirar o excesso do produto e pronto, suas cordas estão limpas e protegidas contra corrosão. 
Este procedimento tanto quanto os demais, terá melhor eficácia se você o fizer após tocar o instrumento para limpar as impurezas que ficam depositadas em cima do encordoamento ao tocar o instrumento.



Micro Óleos Desengripantes:

Como existem várias marcas de produtos no mercado, estou mostrando os principais que usei e são fáceis de encontrar em qualquer comércio onde venda peças de veículos ou ferragens em geral. Em algumas cidades até no super mercado se encontram esses produtos.
O procedimento é o mesmo utilizado com o fluido de isqueiros.


👉 IMPORTANTE: Os micro óleos e o fluido de isqueiro são eficientes, cumprem o que prometem porém se puder usar produto especializado e específico para esse fim melhor. Eu só uso micro óleo se realmente estiver em uma situação onde estou longe da minha oficina e não tenho produto adequado para esse serviço. Na minha humilde opinião uma coisa que eu não gosto em utilizar esse tipo de produto é a oleosidade própria da composição desse produto, que fica em cima mas cordas. Dá a sensação de que tem azeite em cima e eu particularmente não gosto dessa sensação. Mas como eu falei no início do post, listei o que funciona e o que as pessoas podem utilizar e encontrar na sua cidade.


Produtos especializados para instrumentos musicais:

Dunlop 65 String Cleaner & Conditioner:
Este é o mais conhecido dos produtos específicos para função. 
Senso simples de aplicar pois possui aplicador no próprio 
produto.

Fender Speed Slick:

Este produto também é bastante eficaz e possui aplicador bem versátil onde pega boa parte das cordas podendo em uma única aplicação abranger várias cordas ao mesmo tempo. Utilizo este modelo aqui na luthieria.










Planet Waves XLR8:

Assim como os anteriores, possui aplicador de fácil manuseio e a embalagem após terminar o produto pode-se usar como porta palhetas.





 



O Procedimento de utilização dos produtos acima é simples:

  • Utilizar o aplicador sobre as cordas, passando da forma que desejar (Do headstock até a ponte ou vice-versa);
  • Após passar o produto retirar o excesso com flanela;

Série: Pergunte ao Luthier #3 - Como limpar o instrumento? (Parte 1)

Postado por GuitarZin Luthier | Marcadores: ,

0

Essa nossa série "Pergunte ao Luthier" são perguntas que clientes fazem pra mim e resolvi compartilhar esse conhecimento a todas pessoas aqui no blog. Com o incentivo a manterem seus instrumentos o melhor possível em dia para que não fiquem em situações onde nem levando ao luthier resolva o problema.

Antes de partirmos para os procedimentos, preciso fazer alguns apontamentos importantes para que não hajam desastres em seus instrumentos:

Primeiramente cuidar o tipo de acabamento o instrumento tenha:
Alguns tipos são: Verniz brilhante, verniz fosco, acabamento natural (Sem verniz), goma laca, verniz nitrocelulose.

Verniz Brilhante: Este é um dos mais comuns e utilizados em praticamente quase todos instrumentos.






Verniz Fosco: Também chamado de acetinado é aquele cuja a aparência parece chapada, opaca como exemplo neste violão. 
 
 
 
 
 
 Goma Laca: Geralmente encontrado em instrumentos clássicos como: Violino, Cello, Viola de Arco. A Aparência lembra bastante o verniz brilhante também, porém exige alguns cuidados diferenciados.

Sem Verniz: Um exemplo que possamos encontrar é o instrumento sem acabamento em verniz. Muito raro hoje em dia mas é uma possibilidade. Para manter o brilho recomendo utilizar produtos que contenham carnaúba em sua composição.



Verniz Nitrocelulose: Geralmente esse tipo de acabamento vem nas guitarras Gibson e exige cuidado extremamente especial na hora de limparmos.

 

Após sabermos o tipo de acabamento que nosso instrumento possui passaremos para continuação na parte 2 do post para que não fique muito extenso e possamos direcionar melhor a explicação.


Série: Pergunte ao Luthier #3 - Como limpar o instrumento? (Parte 2)

Postado por GuitarZin Luthier | Marcadores: ,

0

Depois de sabermos qual o tipo específico de acabamento que nosso instrumento tem, partimos agora para as dicas básicas de limpeza.

Limpeza Inicial:

  • Devemos inicialmente limpar o instrumento com flanela de microfibra. Friso o uso da flanela de microfibra pois ela não riscará seu instrumento no processo de limpeza;
  • Se não tiver no momento uma flanela de microfibra, poderá usar inicialmente algodão ou estopa;
  • Esse procedimento será igual para praticamente todos os tipos de acabamento e tem como objetivo remover impurezas da superfície do instrumento a fim de que os mesmos detritos não ocasionem em riscos e hologramas desnecessários em seu instrumento musical;

Verniz Brilho: Após o procedimento acima, podemos utilizar alguns produtos no mercado para esse fim. LEMBRANDO que aqui queremos abrir brilho e não o contrário. Existem vários produtos, irei citar um que utilizo aqui na luthieria para esse fim. Utilizo o Guitar Polish da Fender.

O Procedimento é bem simples: Feito a limpeza do pó e detritos anteriormente, basta borrifar o produto sobre a área que iremos limpar e passar a flanela de microfibra em movimentos circulares. Lembrando que não há necessidade de pressionar forte a flanela, deixe-a deslizar com o mínimo de pressão possível para que não ocorram riscos no instrumento. Feito este procedimento vira-se o outro lado da flanela e retiramos assim o produto abrindo brilho intenso.
 
Verniz Fosco/Acetinado: Este tipo de verniz requer um pouco de atenção, pois qualquer descuido poderá ocasionar manchas irreparáveis nesse tipo de verniz.
A minha orientação seria: Inicialmente usar um pincel para retirar partículas de pó do instrumento e em seguida utilizar um pano macio com álcool para limpeza.
NÃO RECOMENDO EM HIPÓTESE ALGUMA o uso de lustra móveis. O Lustra móveis poderá deixar uma fragrância agradável de imediato mas por possuir geralmente silicone em sua composição poderá manchar o acabamento do instrumento.


Verniz Nitrocelulose: Este tipo de verniz requer bastante atenção, pois existem produtos muito específicos para esse tipo de acabamento. Se utilizarem o polidor da Fender, poderá ocorrer esbranquiçados com o tempo. Recomendo utilizarem produto específico para esse tipo de acabamento. Utilizo o ONE da Music Nomad para esse fim, mas existem outros no mercado muito bons também.

Bom pessoal, espero de coração que essas dicas ajudem a manter o instrumento em dia.

Série: Pergunte ao Luthier #2 - Quando trocar as cordas?

Postado por GuitarZin Luthier | Marcadores: ,

0

 A pergunta acima parece ser absurda ou simplesmente ser respondida assim: "Quando as cordas enferrujarem você as trocas, simples 😆😆😆".

Se fosse tão simples assim não precisaria fazer um post assim né? hehehe.

Bom meus amigos(as) as cordas influenciam diretamente no timbre do instrumento, existem vários tipos de encordoamentos com variados tipos de materiais na sua composição e cada um proporciona um tipo diferente de timbre. Essas diferenças explicarei em um futuro post, pois hoje iremos abordar a questão da substituição do encordoamento.

 
Antes de qualquer menção de tempo para substituir as cordas devemos observar algumas características:
 
  1. Primeiro: Quando foram colocadas as cordas no instrumento?
  2. Segundo: Seguindo a pergunta acima é interessante anotarmos na caixinha do encordoamento que guardamos dentro da bag a data que fizemos a substituição do encordoamento. Se caso você não tem o costume de guardar a caixinha, anote onde for mais conveniente (vale tudo até agenda do celular hehehe).
  3. Terceiro: Mesmo que as cordas não estejam como da imagem acima, totalmente ou parcialmente oxidadas, não significa que não devam serem substituídas. Então um ponto importante é prestar a atenção no timbre do instrumento. Por exemplo: Notasse que o instrumento está perdendo "volume" ou não está rendendo, tendo que dar boost ou até mesmo aumentar o volume no amp para "vir mais" som.

Dito isso, em média o encordoamento tem uma vida útil dependendo das condições em que ele é mantido. Geralmente encordoamentos intermediários (não citaremos marcas) se o instrumentista usa bastante o instrumento, perdem a capacidade de lhe entregar um timbre e volume em torno de 1 mês de uso.
Já alguns tipos de encordoamento mais caros, aos quais, tem identificado na própria embalagem que são encapados podem durar 8 meses ou até 1 ano.

Conclusão: A hora certa de trocar o encordoamento é:
  • Quando ele não está mais rendendo sonoramente;
  • Quando apresenta pontos de oxidação.

👉 IMPORTANTE: Um lembrete para todos é que cada instrumentista tem organismo diferente e pode ter diferentes graus de suor. Neste suor das mãos encontramos o ácido úrico que é além do ar que respiramos, responsável pela oxidação do encordoamento. Então preste atenção nesses fatores também quando for observar o ponto de troca de cordas. 

💬  DICA: Uma forma de retardar o processo de oxidação do encordoamento é após tocar o instrumento passar uma flanela sobre as cordas para remover o excesso de gordura, impurezas, suor/ácido úrico que ficam impregnados no encordoamento.

Em um próximo post abordaremos melhores procedimentos para que possamos manter as cordas em dia.


Série: Pergunte ao Luthier #1 - Trastes: Nivelamento ou Substituição?

Postado por GuitarZin Luthier | Marcadores: ,

0

Acredito que uma das coisas mais chatas em ter um instrumento seja aquele zumbido "show de bola" ocasionado por trastes amassados, popular trastejo.
Mas uma curiosidade que de repente o instrumentista não faça ideia é como esse problema surge em seu instrumento.

Em virtude desse problema estou aqui para orientar da melhor maneira como evitar esse tipo de problema e também desmistificar a questão que muito profissional de luthieria mal intencionado, força o cliente a fazer a substituição do traste a fim de ganhar uns trocados a mais. Entendo que estejamos enfrentando tempos difíceis com pandemia, alguns estabelecimentos comerciais sendo fechados e pessoas perdendo o emprego, mas podemos trabalhar de forma honesta e ajudar o próximo também.

Dito isso meus amigos, o principal ponto que devemos observar é o posicionamento dos dedos nas cordas. Muitos instrumentistas tem o costume de apertar as cordas com força até cavocar a escala e alegam que isso é "pegada".
Acredito que pegada ou "feeling" como alguns preferem usar, não esteja relacionado a força, muito menos a um argumento vazio (famosa desculpa) para não admitir que não sabe tocar o instrumento corretamente.

O Posicionamento correto dos dedos nas casas e sobre as cordas implica principalmente na ação que as cordas tem sobre o braço, escala e posteriormente os trastes. Me refiro a altura das cordas, quanto mais baixas menos força teremos que aplicar na cordas para que elas produzam as notas ao tocar.
Uma explicação que sempre dou aos clientes aqui da luthieria no que diz respeito a postura da mão esquerda (no caso dos destros) sobre a escala é apertar a corda para que ela apenas fique sobre os dois trastes sem encostá-la na madeira da escala pois isso irá semi tonar a nota e ocasionar o amassado do traste.

Claro que além disso, contamos com variados tipos de instrumentos e material em que os trastes são feitos. Instrumentos mais em conta ou de entrada, vem com trastes mais simples, já instrumentos mais caros o material é muito mais rígido e de melhor qualidade.

Enfim, respondendo a pergunta do titulo:
Devemos substituir os trastes quando o amassado do mesmo estiver baixo o suficiente que nem uma retífica (nivelamento) consiga deixa-lo com material suficiente para que possamos executar a postura e posicionamento correto para tocar a nota.

Mostrarei a seguir alguns exemplos onde a retífica será mais eficaz para que possam entender o que estou falando:

Nesta imagem à esquerda podemos ver que o amassado é pouco e com a retífica irá ser desbastado pouco material então não haverá necessidade de substituição.
 O mesmo acontece
nesta imagem da direita.
O Amassado é quase que superficial,
portanto, o processo de nivelamento irá resolver o problema do trastejo.






Espero que essa questão tenha sido totalmente sanada com a nossa explicação.

👉 E lembre-se, sempre consulte um profissional para fazer o reparo em seu instrumento. Acho bacana a pessoa ter força de vontade e querer ela mesmo aprender a fazer o serviço, mas devemos aceitar que nem tudo sabemos e antes de piorar a situação melhor entregar para quem entende fazer o procedimento.


Série: Pergunte ao Luthier #0 - Guardar o instrumento afinado ou soltar as cordas: eis a questão?

Postado por GuitarZin Luthier | Marcadores: , ,

0

Uma dúvida que perturba bastante quem gosta de cuidar bem de seu instrumento.
Há um tempo atuando como luthier na cidade, me deparei com variados casos de braço desregulado.
Após o conserto, orientamos todos os clientes de como armazenar o instrumento e os cuidados necessários para que o instrumento não venha a apresentar novamente o problema.

Aqui na cidade, mais precisamente no estado (Rio Grande do Sul) onde atuamos, temos bastante diferença de temperaturas. Nosso clima subtropical úmido requer cuidados redobrados com instrumentos musicais, principalmente instrumentos de cordas.

Para entendimento de todos vamos relembrar os primórdios dos violões aqui no Brasil.
Antigamente os violões não eram fabricados com o tensor no braço, isso por si nesta ocasião o cuidado com instrumento requeria atenção. Já que havia ausência do tensor, eramos obrigados a desafinar o instrumento após tocar para que o braço não sofresse desalinhamento por tensão das cordas e/ou empenasse. 
Atualmente praticamente todos instrumentos vem com tensor instalado no braço do instrumento para que, com ajuste adequado feito por profissional, o braço não sofra alteração devido a tensão contrária das cordas sobre ele.

Então respondendo a dúvida mortal da postagem:

Instrumentos Sem Tensor: Guardar em local que não tenha excesso de temperatura, seco, arejado e com as cordas soltas.

Instrumentos que possuem tensor: Guardar o instrumento afinado e em local seco, sem excesso de temperatura e arejado.

👉 Dica importante: Sempre guardar o instrumento com as cordas para baixo se for guardado em case. se for em capa/bag guarda-lo de preferencia em pé com as cordas viradas para a parede. 


Lembrando que esta é uma dica para contribuir nos cuidados de armazenagem do instrumento para que não empene mas recomendamos que o instrumento seja revisado periodicamente e qualquer alteração no nivelamento do braço efetue manutenção com profissional de sua confiança.

Dicas do Solano #3 - Como Usar e Conservar baquetas

Postado por GuitarZin Luthier | Marcadores: , , ,

0


Atenção Bateras!!! Separei dicas importes para você manter suas baquetas sempre prontas para tirar aquele som maneiro.
CONFERE AÍ:

  1. Nunca coloque objetos mais pesados em cima das baquetas ou do Bag eles podem envergar.
  2. Guarde suas baquetas em um bag apropriado.
  3. Evite expor as baquetas a umidade ou excesso de calor. Sol direto nem pensar.
  4. Sempre que terminar de tocar use uma flanela e seque suas baquetas para evitar colocar baquetas molhadas de suor no bag.
  5. Mantenha sempre os pares unidos, eles saem da fábrica pesados e balanceados, evite p misturar pares dentro do Bag. Utilize o plástico que acompanha as baquetas para guardar ou borrachinha de dinheiro para prender.
  6. Use a baqueta certa para seu estilo musical, uma baqueta 7A por exemplo, não resiste a uma pecada forte. Para estilos pesados, prefira baquetas mais grossas, como uma 5A, 5B, 2B…
  7. Experimente diversos tamanhos, pesos e pontas e encontre a melhor baqueta para você.

Remover vocais da música

Postado por GuitarZin Luthier | Marcadores: ,

0


Uma das coisas bacanas que os softwares de edição musical proporcionam hoje em dia é a facilidade de modificar a estrutura musical das musicas que gostamos para estuda-la como bem entendemos.

Pois bem preparei hoje um tutorial para tirar os vocais da sua música preferida para que possa cantar em cima, usa-la como base para estudos vocais ou até mesmo para ouvir detalhes no instrumental para estudar aquele riff de guitarra ou pegar melhor o tempo e o ritmo da música.

 ♪ Lá em casa continuam... 

Para isso meus amigos iremos utilizar o software querido da vizinhança AudaCity.

1- Após abrir o software, iremos abir a música que queremos remover o vocal, conforme a figura abaixo:


2- Logo em seguida escolher a música a ser trabalhada e seleciona-la pressionando o atalho rápido CTRL+A. A faixa irá ficar com fundo branco indicando que está selecionada.


3- Agora iremos ao menu superior Efeitos e selecione a opção Redução de vocal e isolamento.


4- Eu escolhi uma faixa da banda Greta Van Fleet onde o vocal tem bastante médio e agudos então o limite de agudos eu trabalhei com na frequência 7k (7000) para cima pois é onde melhor apresentou o efeito de remoção vocal no meu caso. LEMBRANDO DE DEIXAR MARCADO REMOVE VOCALS TO MONO.



5 - E o mais importante vem agora. Após o procedimento de remoção de vocais a faixa irá ficar com volumes diferentes do instrumental então iremos aplicar um normalizador na faixa para que ela não fique clippando (Saída de som rasgada e saturada). Com a faixa selecionada (CTRL+A) vá em Efeitos e procure por Normalizar na tela a seguir deixe as seguintes opções:



Por fim, no menu Arquivo, Exportar selecione a extensão que melhor lhe agrada e pronto, a faixa estará sem vocais.



👉 DICA: Uma forma de saber quando a faixa está clippando (volume excedendo o normal e distorcendo o som). uma dica é ativar essa opção no menu Exibir e na ultima opção: Exibir Clippling (lig/deslig) a opção ligada ficará com um V marcado.







Exemplo da faixa clippando... riscos vermelhos
Exemplo da faixa clippada (ganho excessivo saturando o som).








Cordas Novas sem Dores de Cabeça

Postado por GuitarZin Luthier | Marcadores: , ,

0

Todos nós sabemos a chatice de trocar encordoamento do instrumento e ficar aquele "banho maria" para assentar as cordas e afinação adequadamente no instrumento.





Eis como primeiro passo da nossa sessão dicas uma técnica infalível para esse tipo de situação: 

  • Primeiramente comece com a Misona (6ª corda), colocando o dedo indicador da mão esquerda na corda no primeiro traste. Use sua mão direita para pressionar a corda e gentilmente deslize-a para frente e para trás algumas vezes (recomendo 3 vezes para cada lado). Em seguida mova o dedo para o segundo traste e repita a operação de arraste. Continue essa rotina até que seu dedo indicador da mão esquerda atinja o 12º traste. Em seguida re-afine a corda e repita o procedimento (recomendo fazer 2 vezes em caso de encordoamentos 011 pra cima). Repetir esse procedimento em todas as outras cordas. 
  • Uma vez que as cordas estiverem esticadas, afine todas elas, começando com a corda D (4ª corda). Afine a corda D e em seguida vá para a corda G (3ª corda). Assim que a G esteja afinada, retorne e toque a corda D. Verifique se ambas estão afinadas, e em seguida vá para a corda B. Afine a corda B, e depois verifique novamente as outras. Agora afine a corda A, seguida de ajustes nas cordas afinadas anteriormente. E finalmente, afine ambas as cordas E verifique novamente todas as seis cordas.

Fazendo esse procedimento (trabalhoso eu sei mas é mágico), estará pronto pro Show!